Cirurgia passa a ser uma opção em alguns casos específicos da doença. Ankit Bharat, chefe de cirurgia toráxica do no Northwestern Memorial Hospital, em Chicago
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Uma jovem paciente de apenas 20 anos que teve os dois pulmões destruídos pelo coronavírus recebeu um transplante duplo, no Northwestern Memorial Hospital, em Chicaco, nos Estados Unidos.
Trata-se do primeiro transplante de pulmão conhecido nos EUA por consequência da Covid-19. A cirurgia durou dez horas e exigiu mais cuidados que o normal. A inflamação causada pela doença havia deixado os pulmões da mulher “completamente colados aos tecidos ao redor, como coração, parede toráxica e diafragma”, segundo o médico Ankit Bharat, chefe de cirurgia torácica e diretor do programa de transplante de pulmão do hospital.
A paciente apresenta boa recuperação clínica, mas segue ligada ao ventilador mecânico.
Embora tenha recebido pulmões saudáveis, a longa doença deixou os músculos do peito muito fracos para respirar, necessitando de readaptação. “O transplante era sua única chance de viver”, disse o médico. O procedimento foi feito depois que testes apontavam resultado negativo para o coronavírus.
Outros centros médicos têm buscado informações com o Northwestern Memorial Hospital e querem enviar pacientes em estado crítico causado pelo Covid-19 para a realização de transplantes.”Quero enfatizar que isso não é para todo paciente da Covid. Estamos falando de jovens, muito funcionais, com mínimas condições de comorbidade, com danos permanentes nos pulmões e que não conseguem sair do ventilador (…) Mas pode ser um caminho potencial para a recuperação”, disse.
Radiografia dos pulmões da paciente transplantada em Chicago
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A paciente não teve o nome revelado, mas trata-se de uma hispânica que vive e trabalha em Chicago. Ela estava saudável até contrair o vírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19. Ela tinha uma doença menor que exigia o uso de medicamento, mas não estava claro se isso a colocava num grupo de risco. A operação aconteceu na última semana.
A mulher ficou doente por duas semanas até ser internada em 26 de abril, precisando ser ligada ao ventilador mecânico. Seu quadro não teve evolução e os danos no pulmão passaram a pressionar coração e fígado. “Ficou claro que seus pulmões nunca se recuperariam”, explicou o médico.
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